Calling Dr. Love (Kiss)

Peter Criss é o baterista original do Kiss. Nesta formação, que durou de 1973 a 1980, a banda produziu sete discos de estúdio e dois ao vivo. Grande parte dos sucessos do grupo faz parte desses álbuns. 

Além disso, o músico também é o cantor principal de músicas do Kiss, como: Hooligan, Beth, Getaway, Nothing To Lose, Hard Luck Woman, Dirty Livin’, Black Diamond, entre outras.

Em 1978, o baterista lançou seu primeiro disco-solo, auto-intitulado.  Desde então, lançou Out of Control, Let Me Rock You, Cat #1 e One For All.

Calling Dr. Love é um dos maiores sucessos do Kiss e integra o álbum Rock and Roll Over de 1976. A canção tem a fórmula de compasso 4 por 4 (quatro tempos por compasso/unidade de tempo = semínima).

É importante dizer que, como os versos tem ideias musicais similares, mas não idênticas, diferenciamos estas partes em A1 e A2. O mesmo critério foi usado nos refrãos.

No início da música, o baterista toca o cowbell nos tempos 2 e 4, iniciando uma levada com chimbal, caixa e bumbo, a partir do compasso 9 (0:18). Repare que este groove “casa” com o rítmo do riff de guitarra perfeitamente. O riff começa no contratempo do tempo 4 (anacruse).

As notas-fantasma e a abertura de chimbal tocados por Peter Criss, contribuem para que o groove fique ainda mais interessante.

O baterista repete esta levada nos versos (partes A1 e A2), no interlúdio (similar à introdução), no solo de guitarra, além do refrão anterior ao solo (compassos 59 a 64).

Nos dois primeiros refrãos, encontramos um padrão de bumbo idêntico ao da levada citada acima. Porém, aqui o chimbal é tocado com o pé, na cabeça de cada tempo, e não em colcheias com a mão. A caixa é tocada com flams nos tempos 2 e 4 (sem as notas-fantasma).

Nos refrãos a partir do compasso 82 (2:34), a condução da levada passa a ser feita em um prato de ataque e o bumbo é tocado mais vezes.

Peter Criss usa praticamente dois rudimentos em Calling Dr. Love: rulo de toques simples e flam (exceto no compasso 57, onde ele usou um rulo de toques duplos).

Os single strokes (com diversos acentos) são usados em viradas longas (de dois compassos), que encerram os versos, o solo de guitarra, e os refrãos 2 e 3. Ao escutar estes fills, note como é abafado e grave o som dos toms e do surdo. Por este motivo, cremos que o baterista tenha usado tambores sem a pele de resposta (concert toms) nesta gravação.

Peter Criss sempre usou baterias com muitos tom toms nos shows do Kiss. Entretanto, nesta música reconhecemos apenas o som de dois toms e um surdo, o que nos faz supor que o músico tenha usado um instrumento com menos tambores do que o habitual.

        

Para encerrar, é necessário esclarecer que o andamento que está na transcrição é apenas uma sugestão. Isso porque é possível afirmar que Calling Dr. Love não foi gravada com a utilização de um metrônomo.

Divirtam-se!

Até a próxima!

 

Versão original de Calling Dr. Love (Kiss)

 

                   

Versão ao vivo de Calling Dr. Love (1977)                            Entrevista de Peter Criss para a revista Modern Drummer (2014)